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Cidadania: Antes de apenas conceito, uma arma contra a injustiça social
Questões como segurança, jornada, higiene no local de trabalho, dentre outras, passavam longe da cabeça do patronato. No Brasil do século XIX começaram a surgir os primeiros movimentos do proletariado, mas apenas no início do Século XX registra-se a intensificação de greves, cujo objetivo era unir forças, derrubar o capitalismo e alcançar melhores condições de vida. Era claramente uma influência dos imigrantes, principalmente italianos, que traziam notícias do movimento operário europeu. De quebra, foram criados também os primeiros agrupamentos anarquistas e socialistas. O anarquismo, composto em sua maioria por trabalhadores humildes mas com estudo, negava o capital e o Estado (instituições). A sociedade deveria organizar-se em comunidades livres, onde a propriedade privada não existiria. Foram os anarquistas que fundaram o Anarco-Sindicalismo, surgido das idéias anarquistas, pregava a greve como única forma de defesa e libertação do proletariado oprimido. O socialismo, por sua vez, tinha a maioria de seus adeptos nos intelectuais da classe média, que defendiam mudanças mais moderadas. Havia, também, os trabalhistas, cujas reivindicações eram mais moderadas e que coexistiam pacificamente com o governo da Primeira República. Cada um a seu modo, todos esses movimentos foram a base para a formação de uma consciência que mudou a forma de relacionamento entre o capital e o trabalho. Hoje, embora as elites ainda insistam em tungar a classe trabalhadora, existe uma legislação para garantir seus direitos. Mas não podemos nos enganar: a Lei, embora devesse ser igual para todos, nem sempre funciona assim. Tem mais direitos respeitados quem sabe usar os chamados "brancos da Lei", ou seja, aqueles pequenos parágrafos – ou simples vírgulas – que dão margem a interpretações diversas. Isso sem esquecer que, em muitos casos, para se fazer garantir um direito é necessário pressionar, gritar, fazer a sociedade saber dos absurdos que acontecem. Enfim, exercer conscientemente a cidadania como forma de melhorar a própria vida e a de toda a sociedade. Do contrário, como é comum acontecer no Brasil, tudo pode acabar em pizza. Até mesmo o seu direito enquanto cidadão, trabalhador e contribuinte. |