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A
baixaria do jornal Estadão (de direita) Trabalhador
recebe indenização Revista Veja é condenada por publicar matéria mentirosa Elio Gaspari afirma: |
Política
tucana de privatizações Uma das grandes diferenças entre o
governo Lula e o governo tucano é o tratamento dado ao Estado em geral
e ao serviço público em particular. Enquanto o PSDB preocupa-se em
reduzir o quadro dos servidores da administração pública federal por
meio de uma política de terceirização, o governo Lula promoveu o
fortalecimento dos cargos públicos por meio de processo seletivo. A redução da força de trabalho no
Executivo, no período de 1996 a 2002, foi de 18%. Isso implicou o corte
de 98.025 postos de trabalho no Executivo Federal Civil. Com a política
de terceirização, o governo elevou os gastos com locação de mão-de-obra
de R$ 363 milhões em 1998 para R$ 656 milhões em 2002. Outra política ainda não esclarecida são
as privatizações. Entre as antigas estatais, há a Companhia da Vale
do Rio Doce (CVRD). De acordo com o processo de privatização da
mineradora, a determinação do preço mínimo para a compra da estatal
seria feita com base no “fluxo de caixa operacional”, ou seja, o
valor seria determinado pelo que havia no fluxo de caixa da empresa.
Portanto, foram desconsideradas jazidas minerais que ainda não haviam
sido descobertas, além das recentemente descobertas. Este ano, a mineradora apresentou o
segundo maior lucro entre as empresas brasileiras de capital aberto (R$
6,09 bilhões). A primeira foi a Petrobras, estatal que o governo FHC
tentou privatizar. Além de empresas de mineração, os
governos tucanos privatizaram estatais dos setores petroquímico, elétrico,
ferroviário, metroviário, marítimo, saneamento, telecomunicações e
financeiro. Em 2003, mais de 200 parlamentares assinaram requerimento de
CPI para investigar as privatizações no período de 1995 a 2002. No
entanto, somente em janeiro deste ano foi possível convocar a instalação
da CPI. Mesmo assim, líderes tucanos declararam no começo deste ano
que não era hora de instalar a CPI da Privatização porque o momento
oportuno já havia passado. Em São Paulo, os tucanos continuam promovendo privatizações. Em junho deste ano, o governo paulista privatizou a Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista. Metroviários do Estado cruzaram os braços em julho contra a privatização da linha 4 do Metrô. Fonte:
Boletim Anti-Virus
A
baixaria do jornal Estadão (de direita) Palavras do editorial do jornal O
Estado de S. Paulo, apoiador quase confesso da candidatura Alckmin, no dia 22
de agosto: "Em entrevista à Rede Globo, na semana passada, o ex-prefeito
[José Serra] considerou o fluxo migratório para o Estado [de São Paulo] um
dos fatores responsáveis pela queda da qualidade do ensino local. 'São Paulo
tem muita migração. Muita gente que continua chegando, esse é um problema',
avaliou Serra. Pode-se concordar ou discordar da explicação, mas o fato é
que ele não falou em nordestinos - e muito menos contra a migração de
nordestinos". Pode-se ou não discordar da
explicação? Mas que culpa têm os migrantes, nordestinos ou não, pela queda
na qualidade da educação no estado de São Paulo? Não seria mais natural
procurar a responsabilidade pela "queda da qualidade" nas políticas
aplicadas pelo Partido que governou São Paulo nos últimos doze anos? Serra não falou em nordestinos?
Mais exato seria dizer que não falou apenas dos nordestinos, mas também dos
nordestinos. De toda forma, qual a dúvida de que se tratou de uma afirmação
preconceituosa? O presidente Lula, que sofreu na
pele este tipo de preconceito, não teve dúvida e acusou setores da oposição
de "vomitar preconceito contra o povo nordestino que tanto ajudou a
construir esse país e essa cidade". Na opinião do jornal O Estado de
S. Paulo, esta crítica do presidente Lula foi uma "grosseria sem
precedentes nesta campanha", um "golpe baixo que junta injúria e
calúnia". Ou seja: imputar aos setores
populares a culpa pela qualidade de ensino é uma tese de alto nível; acusar
esta tese de preconceituosa é estimular o "rebaixamento geral do padrão
da campanha". Assim funciona a mente das elites
brasileiras: a legítima defesa do povo constitui, para eles, um insulto.
Depois não entendem por qual motivo o povo vota, maciçamente, em Lula. Fonte: Boletim Anti-Virus
Trabalhador
recebe indenização O
funcionário da Petrobras Silas da Silva Rozário, 38 anos, recebeu
de um canal por assinatura 100 salários mínimos referentes a danos
morais. A indenização foi uma punição à emissora por ter feito uso
indevido da imagem do trabalhador. Durante
a cobertura jornalística do desastre da plataforma P-36, em Macaé, em março
de
Revista Veja é condenada por publicar matéria mentirosa Por
decisão do Juiz Hélio Egydio M. Nogueira, da 9ª Vara Criminal Federal de São
Paulo, a revista "Veja" foi condenada, em sentença proferida no dia
9 de agosto de 2006, a publicar direito de resposta requerido pela Itaipu
Binacional, pela matéria "inverídica e ofensiva" contra a imagem
da empresa e seu diretor-geral brasileiro Jorge Samek.
Elio Gaspari afirma: "O inchaço da máquina do Estado é lorota" Em artigo publicado na Folha de São Paulo de 21 de junho, o jornalista Elio Gaspari afirma que as críticas ao aumento do funcionalismo são furadas. E demonstra, com números, que os críticos de Lula forçam a barra. Confira: “Lula inchou a máquina do Estado e torrou o dinheiro dos impostos no funcionalismo. Um bom "choque de gestão" permitiria que esse dinheiro custeasse as obras de infra-estrutura necessárias para tirar a economia brasileira do atoleiro. Quem quiser acredite, mas essa crença é uma lorota. Três economistas (Samuel Pessoa, Mansueto Almeida e Fábio Giambiagi) produziram um estudo que informa: "A percepção de que houve inchamento dos gastos com funcionalismo ao longo dos últimos dez anos, em particular, está errada. (...) Julgar que seja possível implementar um ajuste fiscal duradouro, que permita o crescimento do investimento público e a redução da carga tributária com base apenas em um maior controle dos gastos mais diretamente ligados ao funcionamento da máquina pública é, a nosso ver, um equívoco". Aos números: Se os vilões não foram os servidores, por certo teria sido a gastança com a máquina do Estado. Falso. Essas despesas baixaram de 2,3% do PIB em 2002 para 2% em 2005. Tudo bem, mas entre 2001 e 2005 os gastos não-financeiros do governo federal pularam de 16,1 % do PIB para 17,7% e a carga tributária está em 37% da produção. Se a máquina do Estado não bebeu o ervanário, quem o bebeu? Resposta: ele foi comido pelos programas sociais, custeando uma política iniciada no segundo governo FFHH. As transferências de renda dobraram, de 0,7% para 1,4% do PIB. As despesas com programas sociais passaram de 2% do PIB em 2002 para 2,7% no ano passado. Um aumento de 20% ao ano, numa economia que cresce à taxa média de 2,5%. A boa notícia é que esse investimento encheu a geladeira do andar de baixo, diminuiu as desigualdades sociais e ampliou o mercado consumidor. A má notícia: nesse mesmo período o investimento caiu de 0,9% do PIB para 0,6%. Como é o investimento que gera produção, chega-se ao dilema do bolo que não deve ser comido enquanto cresce. Nos anos 70, quando essa metáfora entrou em circulação, o andar de cima comeu o melhor bocado. Agora, segundo os três economistas, trata-se de dizer ao andar de baixo que ele precisa parar de comer ou contentar-se com o que tem no prato, sem querer mais. O trio sugere que se pise no freio, para que "o crescimento dos gastos sociais e da previdência (gastos do INSS) aumente a um ritmo menor do que o crescimento do PIB nominal. (....) É importante que a sociedade se conscientize de que esse padrão de gasto público está intrinsecamente associado a um crescimento modesto. Na perspectiva de que a população discuta os rumos do país nos próximos anos, no contexto do debate eleitoral de outubro, é importante que esses dilemas sejam expostos claramente aos eleitores". É o segundo lance da dúvida de Garrincha. Querem que o técnico Vicente Feola convença Gavril Kachalin do brilho de sua armação. Em 1958, Kachalin era o técnico da seleção russa. Tinha um futebol científico e perdeu por 2x0, gols de Vavá.” |
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