Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas, Farmacêuticas, de Tintas e Vernizes, Sabão e Velas e de Material Plástico/RJ
Filiado à CUT


 
Ano I - No 9 - agosto/2006

Editora: Jussara Magalhães


Clique no título para ler as matérias


Política tucana de privatizações

 


A baixaria do jornal Estadão (de direita)
e o preconceito de 
José Serra
 


Trabalhador recebe indenização 
por uso indevido de sua imagem


Revista Veja é condenada por publicar matéria mentirosa


Elio Gaspari afirma:

"O inchaço da máquina do Estado 
é lorota"

 

Política tucana de privatizações

Uma das grandes diferenças entre o governo Lula e o governo tucano é o tratamento dado ao Estado em geral e ao serviço público em particular. Enquanto o PSDB preocupa-se em reduzir o quadro dos servidores da administração pública federal por meio de uma política de terceirização, o governo Lula promoveu o fortalecimento dos cargos públicos por meio de processo seletivo.

A redução da força de trabalho no Executivo, no período de 1996 a 2002, foi de 18%. Isso implicou o corte de 98.025 postos de trabalho no Executivo Federal Civil. Com a política de terceirização, o governo elevou os gastos com locação de mão-de-obra de R$ 363 milhões em 1998 para R$ 656 milhões em 2002.

Outra política ainda não esclarecida são as privatizações. Entre as antigas estatais, há a Companhia da Vale do Rio Doce (CVRD). De acordo com o processo de privatização da mineradora, a determinação do preço mínimo para a compra da estatal seria feita com base no “fluxo de caixa operacional”, ou seja, o valor seria determinado pelo que havia no fluxo de caixa da empresa. Portanto, foram desconsideradas jazidas minerais que ainda não haviam sido descobertas, além das recentemente descobertas.

Este ano, a mineradora apresentou o segundo maior lucro entre as empresas brasileiras de capital aberto (R$ 6,09 bilhões). A primeira foi a Petrobras, estatal que o governo FHC tentou privatizar.

Além de empresas de mineração, os governos tucanos privatizaram estatais dos setores petroquímico, elétrico, ferroviário, metroviário, marítimo, saneamento, telecomunicações e financeiro. Em 2003, mais de 200 parlamentares assinaram requerimento de CPI para investigar as privatizações no período de 1995 a 2002. No entanto, somente em janeiro deste ano foi possível convocar a instalação da CPI. Mesmo assim, líderes tucanos declararam no começo deste ano que não era hora de instalar a CPI da Privatização porque o momento oportuno já havia passado.

Em São Paulo, os tucanos continuam promovendo privatizações. Em junho deste ano, o governo paulista privatizou a Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista. Metroviários do Estado cruzaram os braços em julho contra a privatização da linha 4 do Metrô. 

Fonte: Boletim Anti-Virus

Comente esta matéria

 


volte ao topo

 

A baixaria do jornal Estadão (de direita)
e o preconceito de José Serra
 

Palavras do editorial do jornal O Estado de S. Paulo, apoiador quase confesso da candidatura Alckmin, no dia 22 de agosto: "Em entrevista à Rede Globo, na semana passada, o ex-prefeito [José Serra] considerou o fluxo migratório para o Estado [de São Paulo] um dos fatores responsáveis pela queda da qualidade do ensino local. 'São Paulo tem muita migração. Muita gente que continua chegando, esse é um problema', avaliou Serra. Pode-se concordar ou discordar da explicação, mas o fato é que ele não falou em nordestinos - e muito menos contra a migração de nordestinos".

Pode-se ou não discordar da explicação? Mas que culpa têm os migrantes, nordestinos ou não, pela queda na qualidade da educação no estado de São Paulo? Não seria mais natural procurar a responsabilidade pela "queda da qualidade" nas políticas aplicadas pelo Partido que governou São Paulo nos últimos doze anos?

Serra não falou em nordestinos? Mais exato seria dizer que não falou apenas dos nordestinos, mas também dos nordestinos. De toda forma, qual a dúvida de que se tratou de uma afirmação preconceituosa?

O presidente Lula, que sofreu na pele este tipo de preconceito, não teve dúvida e acusou setores da oposição de "vomitar preconceito contra o povo nordestino que tanto ajudou a construir esse país e essa cidade".

Na opinião do jornal O Estado de S. Paulo, esta crítica do presidente Lula foi uma "grosseria sem precedentes nesta campanha", um "golpe baixo que junta injúria e calúnia".

Ou seja: imputar aos setores populares a culpa pela qualidade de ensino é uma tese de alto nível; acusar esta tese de preconceituosa é estimular o "rebaixamento geral do padrão da campanha".

Assim funciona a mente das elites brasileiras: a legítima defesa do povo constitui, para eles, um insulto. Depois não entendem por qual motivo o povo vota, maciçamente, em Lula.

Fonte: Boletim Anti-Virus

Comente esta matéria

 


volte ao topo


 

 

 

Trabalhador recebe indenização 
por uso indevido de sua imagem

O funcionário da Petrobras Silas da Silva Rozário, 38 anos, recebeu de um canal por assinatura 100 salários mínimos referentes a danos morais. A indenização foi uma punição à emissora por ter feito uso indevido da imagem do trabalhador.

Durante a cobertura jornalística do desastre da plataforma P-36, em Macaé, em março de 2001, foram exibidas  diversas imagens de Silas chorando, transtornado pelos acontecimentos. Segundo o advogado do trabalhador, João Tancredo, o desrespeito começou quando as cenas passaram a ser usadas com objetivos comerciais pela própria TV, em peças publicitárias e até em revistas, sem autorização. Segundo o advogado, a vítima chegou a receber apelidos desagradáveis em decorrência do fato. A condenação (processo nº 2002.001.034198-8) foi determinada pela desembargadora Maria Augusta Vaz, da 1ª Câmara Cível do TJ/RJ.

 

Comente esta matéria

 


volte ao topo

 

 

Revista Veja é condenada por publicar matéria mentirosa

 Por decisão do Juiz Hélio Egydio M. Nogueira, da 9ª Vara Criminal Federal de São Paulo, a revista "Veja" foi condenada, em sentença proferida no dia 9 de agosto de 2006, a publicar direito de resposta requerido pela Itaipu Binacional, pela matéria "inverídica e ofensiva" contra a imagem da empresa e seu diretor-geral brasileiro Jorge Samek.
Na edição nº 1946, de 08 de março de 2006, Veja publicou matéria de capa sob o título ´Mensalão II´, com dois subtítulos epigrafados de ´Fitas Explosivas´, na qual acusou Itaipu de ter perdoado uma multa milionária da empresa Voith Siemens, em troca de favores.

A Justiça Federal reconheceu que "Veja" publicou conteúdo alterado de gravação de conversa telefônica, de forma a transformar uma mera especulação em verdade absoluta. Na sentença, o juiz reconheceu que Itaipu provou a regularidade da execução do contrato com o Consórcio Ceitaipu, que constrói suas duas últimas unidades geradoras.

Além do mais, o juiz observou que a acusação de "Veja" era totalmente improcedente, tendo em vista que a Itaipu sequer tem contrato direto com a empresa Voith Siemens e, portanto, não poderia perdoar dívida alguma.

Comente esta matéria

volte ao topo

 

Elio Gaspari afirma:

"O inchaço da máquina do Estado é lorota"

Em artigo publicado na Folha de São Paulo de 21 de junho, o jornalista Elio Gaspari afirma que as críticas ao aumento do funcionalismo são furadas. E demonstra, com números, que os críticos de Lula forçam a barra. Confira:

“Lula inchou a máquina do Estado e torrou o dinheiro dos impostos no funcionalismo. Um bom "choque de gestão" permitiria que esse dinheiro custeasse as obras de infra-estrutura necessárias para tirar a economia brasileira do atoleiro. Quem quiser acredite, mas essa crença é uma lorota.

Três economistas (Samuel Pessoa, Mansueto Almeida e Fábio Giambiagi) produziram um estudo que informa: "A percepção de que houve inchamento dos gastos com funcionalismo ao longo dos últimos dez anos, em particular, está errada. (...) Julgar que seja possível implementar um ajuste fiscal duradouro, que permita o crescimento do investimento público e a redução da carga tributária com base apenas em um maior controle dos gastos mais diretamente ligados ao funcionamento da máquina pública é, a nosso ver, um equívoco".

Aos números:
Entre 2003 e 2005 os gastos com servidores ativos ficou onde estava (2,3% do PIB). O rombo poderia vir das aposentadorias. Ao contrário: corresponderam a 2,5% do PIB em 2002 e fecharam em 2,2% em 2005.

Se os vilões não foram os servidores, por certo teria sido a gastança com a máquina do Estado. Falso. Essas despesas baixaram de 2,3% do PIB em 2002 para 2% em 2005.

Tudo bem, mas entre 2001 e 2005 os gastos não-financeiros do governo federal pularam de 16,1 % do PIB para 17,7% e a carga tributária está em 37% da produção. Se a máquina do Estado não bebeu o ervanário, quem o bebeu?

Resposta: ele foi comido pelos programas sociais, custeando uma política iniciada no segundo governo FFHH. As transferências de renda dobraram, de 0,7% para 1,4% do PIB. As despesas com programas sociais passaram de 2% do PIB em 2002 para 2,7% no ano passado. Um aumento de 20% ao ano, numa economia que cresce à taxa média de 2,5%.

A boa notícia é que esse investimento encheu a geladeira do andar de baixo, diminuiu as desigualdades sociais e ampliou o mercado consumidor. A má notícia: nesse mesmo período o investimento caiu de 0,9% do PIB para 0,6%. Como é o investimento que gera produção, chega-se ao dilema do bolo que não deve ser comido enquanto cresce.

Nos anos 70, quando essa metáfora entrou em circulação, o andar de cima comeu o melhor bocado. Agora, segundo os três economistas, trata-se de dizer ao andar de baixo que ele precisa parar de comer ou contentar-se com o que tem no prato, sem querer mais.

O trio sugere que se pise no freio, para que "o crescimento dos gastos sociais e da previdência (gastos do INSS) aumente a um ritmo menor do que o crescimento do PIB nominal. (....) É importante que a sociedade se conscientize de que esse padrão de gasto público está intrinsecamente associado a um crescimento modesto. Na perspectiva de que a população discuta os rumos do país nos próximos anos, no contexto do debate eleitoral de outubro, é importante que esses dilemas sejam expostos claramente aos eleitores".

É o segundo lance da dúvida de Garrincha. Querem que o técnico Vicente Feola convença Gavril Kachalin do brilho de sua armação. Em 1958, Kachalin era o técnico da seleção russa. Tinha um futebol científico e perdeu por 2x0, gols de Vavá.”

Comente esta matéria

 


volte ao topo


voltar

TRAQUIMFAR - Rua Andrade Figueira, 206 - Madureira - Rio de Janeiro/RJ - PABX/FAX: (21) 3479-7500
Opiniões, críticas, denúncias e dúvidas:
unidade@traquimfar.org.br  - Jornalista Responsável: Jussara Magalhães

© Copyright 1999-2006 - TRAQUIMFAR - Todos os direitos reservados