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Valerioduto
Tucano
Tucanos
teriam desviado R$ 104 milhões de estatais, diz Jornal do Brasil
Opinião
Serra,
teu passado te condena
João
Felício*
Quem
é quem nesse teatro de factóides que alimenta a mídia e confunde a
opinião pública
Peçonha Virtual
Helena
Sthephanowitz *
|
Armadilha
neoliberal
A
direita que, com apoio da imprensa conservadora, tenta de todas as maneiras
desqualificar o governo Lula, está sentada no próprio rabo.
Um
pouco de exercíco de memória e atenção aos fatos que não estão a toda
hora na mídia mostra isso claramente.
Toda
atenção é pouca, portanto. Leia os artigos abaixo com atenção e tire suas
próprias conclusões.
Tucanos
teriam desviado R$ 104 mi de estatais, diz Jornal do Brasil
O
Jornal do Brasil de sexta-feira, 20 de janeiro, revela que entidades
administradas pelo PSDB depositaram dinheiro em uma conta do empresário
Marcos Valério Fernandes de Souza.
Segundo
a reportagem, uma nota técnica à disposição da CPMI dos Correios mostra
que uma conta no Banco Industrial e Comercial S/A (Bicbanco), da agência
SMP&B São Paulo, de propriedade de Marcos Valério, recebeu entre 1997 e
1998 cerca de R$ 104 milhões, em valores atualizados em novembro de 2005.
Os
depósitos foram feitos por duas entidades públicas sob responsabilidade de
governantes tucanos. A suspeita da comissão é de desvio de recursos públicos
para alimentar o partido político.
De
acordo com o Jornal do Brasil, a nota pode "comprovar que Marcos
Valério opera esquemas de drenagem do erário pelo menos desde meados da década
passada".
O
documento aponta depósitos e ordens de crédito a favor da SMP&B São
Paulo efetuados pela Telesp, então empresa de telecomunicações do Estado de
São Paulo, e pela Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina
do Trabalho (Fundacentro), ligada ao Ministério do Trabalho e Emprego.
A
reportagem demonstra que, em ambos os casos, houve pagamentos superfaturados
por serviços não comprovados e saques em dinheiro vivo.
A
atenção da CPMI dos Correios, segundo o jornal, está voltada para o
relacionamento entre a Telesp e a agência de Marcos Valério. "Entre
abril de 1997 e setembro de 1998, a empresa despejou na conta da SMP&B São
Paulo cerca de R$ 41 milhões, em valores da época, ou R$ 73,3 milhões, em números
atualizados em novembro de 2005, com base no Índice Nacional de Preços ao
Consumidor (INPC)", demonstra o Jornal do Brasil.
A
maioria dos depósitos ocorreu antes das eleições gerais de 1998 e da
privatização da Telesp, realizada em julho daquele ano. A nota técnica
menciona ainda indícios de que os depósitos podem ter apresentado
irregularidades na sua utilização capazes de caracterizar desvio de recursos
públicos.
"Entre
os indícios, destaca-se o fato de o contrato entre a Telesp e a SMP&B São
Paulo prever o pagamento de, no máximo, R$ 4 milhões. Ou seja, dez vezes
menos do que o total depositado na conta da agência de Marcos Valério",
alerta a reportagem.
O
presidente da CPMI dos Correios, senador Delcídio Amaral (PT-MS), enviou ofício
à Telesp questionando se foram fechados outros contratos de prestação de
serviço no período sob investigação e a relação discriminada dos
pagamentos deles resultantes.
"Em
resposta à CPMI, a empresa declarou a existência apenas do contrato de R$ 4
milhões, assinado pelo então diretor Carlos Eduardo Sampaio Doria. Eleito
deputado federal pelo PSDB em 1998, Sampaio Doria também foi presidente da
Telesp", informa o Jornal do Brasil.
Sampaio
Doria é hoje diretor de controle econômico e financeiro da Agência de
Transportes do Estado de São Paulo e tem assento no conselho consultivo da
Fundação Mário Covas.
A
Telesp reconheceu ainda que "para alguns dos pagamentos realizados não
estão disponíveis as informações sobre subcontratada, tipo de serviço e
valor dos honorários, em razão do modo de arquivamento anterior ao período
de privatização e além do prazo legal de sua manutenção".
Fonte:
Agência Informes
Serra,
teu passado te condena
João
Felício*
Pela
rádio CBN, na manhã do dia 17 de janeiro, ouvi o prefeito José Serra
tecer suas considerações sobre o que deveria ou não ser feito para o país
avançar rumo a indicadores mais positivos. Natural, pois como todos
lembram, os oito anos de Fernando Henrique Cardoso, do qual Serra foi
ministro e candidato, foram pródigos em tentar destruir sistematicamente as
conquistas do nosso povo, particularmente dos trabalhadores.
Por
que o presidenciável não fala da tentativa de flexibilização de
direitos, com a supressão do artigo 618 da CLT, barrado pelo presidente
Lula em atendimento ao clamor das centrais sindicais? E os R$ 40 bilhões
tirados dos cofres públicos para uso eleitoreiro, em 1998, na desesperada
tentativa de manter a paridade artificial do dólar? E os mais de R$ 100
bilhões arrecadados com a privatização do patrimônio público nacional,
dos quais não se sabe o paradeiro a não ser para o pagamento de juros da dívida?
E a política externa subserviente, na qual um representante do Estado
brasileiro chegou até mesmo a retirar seus sapatos para ser aceito em
território norte-americano?
Como
querer agora varrer para baixo do tapete as escandalosas privatizações, o
desmantelamento do Estado público para beneficiar os cartéis estrangeiros,
a desnacionalização de empresas e bancos, o desemprego em massa, a
precarização e o brutal arrocho salarial? Como justificar a demagógica e
irresponsável paridade que provocou rombos constantes na nossa balança
comercial, estimulando o importacionismo e a quebradeira das nossas
empresas?
Com
todas as divergências que temos contra a manutenção dos altos juros e do
elevado superávit primário, é inquestionável que não há paralelo algum
de comparação entre um governo e um desgoverno, um presidente e um serviçal.
Querem que esqueçamos que foi FHC quem multiplicou por dez a dívida
interna, que dilapidou nossos patrimônios públicos e privados, que
comprometeu nossa soberania ao entregar estatais estratégicas para o nosso
desenvolvimento, deixando uma bomba relógio econômica e social prestes a
explodir no colo do novo governo?
Usemos
da nossa memória para aprender com o passado e fazer a roda da história
girar para frente.
*João Felício é
presidente da CUT Nacional
Peçonha
virtual
Helena Sthephanowitz *
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Parlamentares
bons de flashes
Arthur
Virgílio é uma abominação. Um idiota, criado no seio de uma
ridícula família burguesa, que se acha aristocrata só porque tem a
falta de imaginação de repetir o mesmo nome há quatro gerações.
É um cafajeste metido a refinado, que grita com mulher em público e
acha aceitável ameaçar dar uma surra no Presidente da República.
ACM
Neto também é um boçalzinho, que nunca precisou trabalhar duro na
vida, se elegeu deputado às custas do avô coronel. E que avô, hein?
Fraudador de painel de votação do Congresso que, quando se viu prestes a
perder o mandato, não honrou as calças que vestia e renunciou. Não vale
um traque de José Dirceu. Pois
é o netinho deste sujeito asqueroso quem se acha no direito de ameaçar
publicamente o Presidente da República do Brasil, eleito com a maior
votação da história. Queria ver ser macho pra ameaçar um dos generais
ditadores que seu vovô tanto apoiava. Bravateiro, inconseqüente,
arrogante, sem um pingo de compostura e decoro para exercer o cargo que
exerce.
A louca da
Heloísa Helena, que acha que ser de
esquerda é fazer esse triste papel de lavadora das privadas da direita, o
qual vem exercendo há tempos, também achou bonito ameaçar de pancada o
mandatário maior da nação. É claro que não foi levada a sério, pois além
de mal poder com um gato morto pelo rabo, sempre teve fama de histérica e
mal-amada, que faz da agressividade verbal exibicionista uma espécie de
sexualidade alternativa. É uma piada ambulante, até naquele Congresso de
bufões.
O
Brasil tem hoje a pior bancada na Câmara Federal de todos os tempos.Com
raras e honrosas exceções, que só confirmam a regra.
E também, salvo as raras e honrosas exceções confirmadoras, o Brasil tem
hoje a pior imprensa que já teve desde que vendidos e golpistas como Carlos
Lacerda e David Nasser bateram as botas. A começar pelas
"estrelas" dos noticiários e programas de entrevistas.
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Os
"deformadores de opinião"
Arnaldo Jabor é um cineasta fracassado, que
cometeu três filmecos pornográficos, metidos a cult. Desistiu, felizmente,
e quando pensávamos estar livres de sua falta de talento, eis que o monstro
ressurge e resolve torrar nossa paciência de outro jeito: fingindo que está
com encosto do Paulo Francis. Paulo Francis era um direitista doente. Mas,
pelo menos era ele mesmo. Uma bosta de ele mesmo, vale lembrar. Agora,
imagine um pastiche desta bosta? Acertou, é Arnaldo Jabor.
Jô Soares é o filho único de um casal de grã-finos,
criado no Copacabana Palace, e que nunca conseguiu superar a idade mental de
doze anos. Tanto que não consegue fechar a boca e comer do jeito que um
homem de sessenta anos deveria. Com barbas brancas na cara, continua se
comportando como o garoto gordo que faz o papel de bobo da classe. Acha que
é engraçado, quando está sendo apenas ridículo.
Acha que é mais inteligente que todo mundo, quando só é arrogante.
Assistiu um programinha mambembe de um entrevistador estadunidense,
imitou em tudo, até no cenário, e com isso se sente no direito de humilhar
seus entrevistados, seus músicos, sua equipe técnica e até sua platéia.
Ou claque, melhor dizendo.
Agora, decidiu que seu papel de deformador de
opinião é fazer campanha declarada contra um governo que foi
democraticamente eleito. Nas quartas-feiras, reúne no seu picadeiro um
grupelho de peruas, todas na menopausa e se achando o máximo por serem
debochadamente chamadas de "meninas"
As
"meninas" do Jô Soares
Cristiane Lobo
ri com cara de idiota e concorda
com tudo que o Gordo diz. Talvez com medo de perder o empreguinho global e
ter de cobrir
defunto de periferia na Record. A pobre professora da USP, que deve estar
por lá atrás de um mensalinho pra engordar seus honorários, tenta falar,
mas, é sempre atropelada por Lúcia Hipólito. Aí sorri amarelo e deixa
pra lá, com aquela cara de "tia" que entende a ignorância das
criancinhas.
Ana
Paula, aquela mistura de loura do Tchan com
foca de jornal de bairro, é tão competente que só conseguiu emprego mesmo
no falido JB. Diz um monte de besteiras, sacode as bijuterias e faz caras e
bocas pra câmera, talvez sonhando com um convite tardio para posar na
Playboy.
E tem a
Lúcia Hipólito, a pior
figura que já apareceu na telinha nos últimos tempos. É feia, é brega,
é antipática, é arrogante, é mal educada, interrompe a fala das outras e
ainda se acha a última coca-cola gelada do sertão. Parece a bruxa malvada
das antigas histórias da Disney.
É o estereótipo da perua de família rica que quer se afirmar como
"intelectual" pra esnobar as amigas no chá das cinco.
Apresenta-se como "cientista política".
Como assim, "cientista"? Alguém já
leu algum artigo científico desta senhora? Já discutiu seus livros em
algum congresso? Já viu o currículo Lattes dela? Ela realiza suas
pesquisas científicas em qual instituição? O que se sabe é que exerce
função de jornalista e pelo que se intitula, sem ter a devida formação
na área. Mas, acha que pode ditar regras sobre tudo. Solta batatas imperdoáveis
até na boca de um estudante de primeiro período de sociologia. Como a da
última quarta-feira, dia dois de novembro, quando disse que não poderíamos
ter escolhido Lula para "gerenciar" o Brasil, "pois ele nunca
gerenciou nem mesmo um carrinho de pipocas".
Claro que todo mundo que estudou "ciências
políticas" sabe o quanto é importante a experiência gerencial de
carrinhos de pipocas na carreira de um presidente da república, não é
mesmo? Alguém precisa avisar à "cientista" que o cargo de
Presidente da República é representativo e não gerencial. E que o Estado
não é uma empresa. Tem relações sociais, econômicas e humanas bem mais
complexas que uma padaria ou uma fábrica de automóveis. Não pressupõe a
hierarquia existente em uma empresa. Não visa o lucro e não tem dono. Se a
gente fosse escolher Presidente, como se escolhe gerente, era melhor fazer
concurso público em vez de eleição.
A única das "meninas" que dizia coisa
com coisa, a veterana jornalista Teresa Cruvinel, foi posta pra fora do
programa, ou saiu de lá correndo para não pagar mais mico naquele festim
idiota, que mais parece um fim de tarde na Daslu.
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A
"respeitável" imprensa conservadora E o que temos na mídia impressa? A revista VEJA.
A revista VEJA merece um capítulo à parte, pois já deixou de ser uma
publicação jornalística pra embarcar no gênero ficcional com narrativa
de literatura fantástica. Traz em suas páginas seres que só poderiam
existir mesmo na ficção fantástica, como o Diogo Mainard. Eu até
acredito em fadas, saci, duendes e fantasmas. Mas, não acredito que alguém
como o Diogo Mainard possa existir de verdade.
O pior é que, ao embarcar na literatura de ficção
fantástica, a VEJA deveria ter, pelo menos, treinado seus repórteres,
distribuindo um exemplar de "Os Cavalinhos de Platiplanto", clássico
do gênero, escrito por J.J.Veiga. A boa referência literária faria com
que as criaturas, pelo menos, conseguissem imaginar uma historieta melhor do
que esta de Fidel mandando ao Brasil dinheiro para financiar a campanha de
Lula. E ainda escondido em caixas de uísque. Por que não caixas de
charutos, que seria mais verossímil? Ou será que Fidel invadiu o Paraguai
desde 2002 e a gente ainda não sabe?
As outras publicações chafurdam num mar de
jabaculês, sensacionalismo e ignorância. Nem escrever corretamente em
português conseguem mais. Mas, é essa imprensa sem preparo e totalmente
comprometida com as forças conservadoras que forma a opinião da classe média
brasileira. A classe média brasileira que é tonta, idiota e tem péssima
formação educacional. Quem chega a fazer faculdade, nunca mais lê um
livro, depois que se forma. Quando lê, é auto-ajuda, escrita pelo Lair
Ribeiro.
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A elite
Mesmo assim, essa turma acha que é bem informada
às custas de VEJAS, ÉPOCAS, FOLHAS, GLOBOS e se sente elite, adotando as
idéias e comportamentos da gentalha da mídia, que forma sua opinião. Já
a elite de verdade é hipócrita, canalha, egoísta e cruel. Tem ódio de
Lula, por ser mestiço, nordestino e pobre. Acha um insulto ser governada
por ele e se pudesse já o teria tirado do poder na ponta da baioneta, como
fez com João Goulart, que nem pobre, nem nordestino era, apenas um moderado
socialista.
É uma elite pobre de cultura e formação,
composta por quatrocentões decadentes, descendentes de degredados, que se
julgam nobres e por emergentes ridículos, que se sentem quatrocentões. Uma
elite ignara, que compra livros como se fossem azulejos, para decorar
paredes. E é uma elite burra, que nunca leu Gilberto Freyre nem Adam Smith
e não aprendeu que, até para poder continuar a habitar a casa grande,
precisa deixar a senzala comer um pouco melhor.
Não, Poeta Cazuza, eu não vou "pedir
piedade para esta gente careta e covarde!" "Pelo menos esta noite,
não." Estou mais é querendo que todos eles vão pro diabo que os
carregue. Estou de saco cheio de tanta baixaria, mediocridade,
autoritarismo, mau caratismo e violência real e simbólica.
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O desabafo de
quem lê com atenção, pensa
e não se deixa levar pelos deformadores de opinião
Estou de saco cheio de ver esses cretinos
mentindo, enganando e manipulando pra não deixar que o sonho do povo se
realize. Estou de saco cheio de ver a desfaçatez com que tentam convencer o
povo de que ele sempre toma a decisão errada e que, por isso, é melhor não
decidir mais e entregar o país pra que eles, os iluminados, governem.
Estou de saco cheio de ver esse mesmo filme se
repetindo nos últimos quarenta anos, desde que me entendo por gente: a
elite canalha governando, mesmo que à força. A classe média pusilânime
aplaudindo, e se sentindo representada, como se tivesse algum poder. E o
povo, sofrido e conformado, "levando pedras como penitente" e
sonhando com um Messias, que o virá salvar.
Estou de saco cheio de ver o país dar um passo
adiante e dez para trás porque o progresso democrático contraria os
interesses de meia dúzia de poderosos, cuja ganância é maior que o tempo
que eles terão de vida para aproveitar o produto de sua perversidade.
Estou de saco cheio de ver o único Governo em
muitos anos que nos livrou do FMI, voltou a financiar moradias, criou um
programa de segurança alimentar para atender os famintos, assumiu a liderança
da América Latina e impôs respeito no mundo todo, ser execrado diariamente
nos jornais, como se tivesse inventado a corrupção, a violência e todos
os problemas que o país arrasta há quinhentos anos.
Estou de saco cheio de saber que isso é
preconceito, sim. É ódio de classe, sim. É desejo de manter privilégios
inaceitáveis, sim. Pois quando o sociólogo da Sorbonne quebrou o país três
vezes, liquidou o patrimônio do país a preço de banana, sucateou o parque
industrial do país com uma política monetária absurda, multiplicou a dívida
externa e comprou votos pela bagatela de duzentos mil para se reeleger,
nunca mereceu da mídia o linchamento diário que vêm recebendo o Governo
Lula e o PT. Nunca foi desrespeitado em plenário pela oposição da forma
como o presidente Lula tem sido desrespeitado. Nunca foi ameaçado de
pancada por um canalha, uma histérica e um herdeirozinho de quinta
categoria.
Estou de saco cheio de ver tanta injustiça,
tanta mentira tanta cara-de-pau, tanta irresponsabilidade com o futuro do país,
no esforço de criar uma crise que eles sabem que é hipócrita, falsa e eleitoreira,
pois trata como novidade práticas seculares.
E tudo isso em um momento que poderíamos estar
aproveitando para crescer, promover o bem-estar do povo, afirmar nossa
grandeza como nação pacífica e progressista diante do mundo.
Eles não se importam em jogar na lata do lixo da
história o futuro das nossas crianças, desde que possam trazer de volta ao
poder o partido da compra de votos, da privataria, da dengue, da quebradeira
e do apagão.
Eles não pensam que, se interrompermos os
projetos sociais que hoje assistem a mais de trinta milhões de brasileiros,
estaremos fomentando ainda mais os bolsões de miséria, donde sairão os
bandidos que matarão, seqüestrarão e roubarão a paz de seus filhos e
netos.
Essa gente dorme, meu Deus? Essa gente coloca a
cabeça no travesseiro à noite e sonha com os anjos, sem ouvir a voz do
Ministro Gil cantando insistentemente em seus ouvidos "gente estúpida,
gente hipócrita"?
Se você está acostumado a ler meus textos, deve
estar espantado e até indignado com a virulência e agressividade deste
aqui. Deve estar também de saco cheio de me ver aqui a xingar e blasfemar por tantas linhas.
Pois saiba que é exatamente assim que estou me sentindo, depois de passar seis meses sendo submetida a um bombardeio diário de
baixarias e canalhices golpistas daqueles que querem única e exclusivamente
o poder.
Esse texto é um desabafo, uma vingança, um
grito transbordante de quem está de saco cheio de agir corretamente, de
respeitar os outros, de seguir as leis, a Ética, os bons modos, o
politicamente correto e, olhando em volta, ver o triunfo dos canalhas sobre
o homem de bem, do medo sobre a esperança, da covardia sobre a vontade de
mudar pra melhor.
É um gesto de legítima defesa, destes que a
campanha do "NÃO" tanto nos convenceu ser um direito. O texto está
ofensivo, grosseiro, chocante?
Que bom! Era isso mesmo que eu queria. Que toda a bile que derramei aqui
possa chegar até essa gente nefasta e provocar neles raiva, amargor, ódio,
ressentimento.
Palavras não matam, mas, ferem. Ficam ecoando na
cabeça e infernizando a alma por muito tempo. Tomara que todos eles leiam.
E tenham um mau dia. Uma péssima semana. E um mês pior ainda.
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Texto originalmente publicado no site do CMI
Brasil – Centro de Mídia Independente - a divisão em tópicos
é nossa
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