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Clique no título para ler as matérias Caos aéreo ou bagunça orquestrada? Penhora On Line: quem deve, teme CAT agora é problema do patrão Mulheres
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Caos
aéreo ou bagunça orquestrada? Até o dia 29 de setembro de 2006, quando aconteceu o acidente entre o avião da Gol e o jato Legacy, que deixou quase 200 mortos, a sociedade brasileira mal sabia que existiam profissionais especializados em controle do tráfego aéreo. A partir da tragédia, no entanto, o assunto não saiu mais dos noticiários, mas a desinformação parece aumentar a cada dia. Do acidente, sabe-se, hoje, que a Polícia Federal, após meses de investigações, apontou os pilotos do jato particular como responsáveis. Do controle aéreo sabe-se que a mídia usa o tema, apelidado de “caos aéreo e apagão aéreo”, para bater no Governo Lula e que duas Comissões Parlamentares de Inquérito (uma da Câmara e outra do Senado) foram abertas para investigar o assunto. Aliás, esses apelidos midiáticos denunciam uma possível vontade de que aconteça realmente um apagão no Governo Lula para que possam fazer o que não fizeram com o antecessor, queridinho dos barões da comunicação. Sobre os controladores, sabe-se que a maioria é militar – são sargentos da aeronáutica que recebem salários baixos, inferiores ao que é pago aos profissionais da iniciativa privada que exercem a mesma função. São trabalhadores sem liberdade de reivindicação, uma vez que estão sob o rigor da disciplina militar. E é aí que está, aparentemente, o nó da questão. Esses profissionais que ganham pouco e respondem por muito, de repente perceberam que têm, nas mãos, o poder de parar boa parte do País ao prejudicar o tráfego aéreo. Basta que atrasem a liberação dos vôos para que a imprensa grite “apagão aéreo” e a oposição entoe, orquestrada, “a culpa é do Lula”! A hora, companheiros e companheiras
sindicalistas e do movimento social, é de observarmos com cautela os
passos da imprensa, pois o principal adversário do Governo Lula é a
indústria da comunicação, aliada da oposição e das oligarquias de
direita. O Governo garante que 400 novos controladores estarão
treinados e aptos a trabalhar ainda este ano, mas nada se fala sobre a ação
do movimento sindical para orientar esses trabalhadores. Vamos, então,
assumir nosso papel, pois, assim, evitaremos que oportunistas usem os
companheiros para golpearem o Governo. Saudações sindicais, Aurélio Antonio de Medeiros
Penhora
On Line: quem deve, teme Com a
penhora on line, instituída no governo Lula, a execução de uma dívida
trabalhista pode ser realizada em meses ou dias. Considerada a arma mais
eficaz para garantir o pagamento de dívidas trabalhistas, a penhora
on-line de contas correntes e aplicações financeiras de devedores não
pára de bater recordes. Na estréia do mecanismo, em 2003, a Justiça
do Trabalho apresentou ao Banco Central cerca de 43 mil pedidos de
penhora on-line. Em 2006, o número foi de 1,32 milhão. Neste ano, se
mantido o ritmo registrado no primeiro bimestre, será ultrapassada a
marca de 2 milhões. O motivo do aumento dos pedidos é simples. Com a penhora on-line, a execução de uma dívida trabalhista pode ser realizada em meses, às vezes dias. Antes, demorava anos. Estimativas extra-oficiais dão conta de que pelo menos 25% dos pedidos de penhora on-line resultam em acerto de contas. Diante desses fatos, só há críticas ao sistema da parte de devedores, que enrolavam para não pagar as dívidas, e de setores que não têm interesse na agilidade da Justiça. O
ex-PFL, atual DEM, que com qualquer nome sempre representou os
interesses da burguesia, ajuizou ação direta de inconstitucionalidade
no Supremo Tribunal Federal (STF) a fim de derrubar a penhora on-line. O
partido ecoa reclamações de parte do setor produtivo. Assinala que o
novo mecanismo ameaça o sigilo bancário e implica, em determinados
casos, bloqueio de valores acima da dívida. Não há ainda data marcada
para o julgamento do processo. Os
juízes admitem que há possibilidade de o valor fixado ser bloqueado em
mais de uma conta dos empregadores, o que resulta, na prática, em
penhora acima da quantia devida, mas é muito fácil para o devedor
demonstrar que foi bloqueado duas vezes, ao passo em que é impossível
ao lesado, que não recebia nunca, provar que o devedor estava
“empurrando com a barriga”. Em
tentativa de acabar com o problema, o Tribunal Superior do Trabalho
(TST) dá aos empregadores a possibilidade de cadastrarem contas nas
quais serão realizados os bloqueios. Mais de 800 empresas já fazem
parte do cadastro. Em 2004, eram 225. A
penhora on-line dispensa papel, oficial de Justiça e só depende da
iniciativa do juiz. Pode ser usada depois de o Judiciário decidir, em
sentença definitiva, a existência da dívida, e o devedor não pagar a
fatura em 48 horas. Todo
o sistema é operado em meio eletrônico. No início, papel era usado, o
que resultava em demora para desbloquear contas, além da possibilidade
de gerentes bancários avisarem clientes com dívidas trabalhistas da
ordem de penhora, o que permitia o saque dos recursos antes do acerto de
contas. Com
tanta segurança e tecnologia, só há um tipo de entidade preocupada
com a penhora on line: os caloteiros.
CAT
agora é problema do patrão Nova
legislação, assinada pelo presidente Lula em 12 de fevereiro de 2007,
desobriga o trabalhador de apresentar a Comunicação de Acidente do
Trabalho (CAT), para que doenças acidentárias ou profissionais sejam
reconhecidas pelo o INSS e concedido ao segurado o beneficio de Auxilio Doença
Acidente. Agora cabe à empresa o ônus de tentar provar tecnicamente à
Previdência que aquele trabalhador não adoeceu no ambiente de trabalho e,
caso essas provas sejam apresentadas para tentar descaracterizar o benefício
acidentário, o INSS será obrigado informar ao segurado sobre a contestação
do empregador, dando-lhe oportunidade para que possa impugnar as provas. Para
que o trabalhador receba o benefício do auxílio doença acidente, basta
que o médico prito da Previdência Social ateste que a doença tem relação
com a profissão do segurado ou com a atividade desenvolvida pela empresa,
conforme a relação de doenças constantes do Código Internacional de Doenças
- CID. Isto significa que um trabalhador que tem uma leucopenia (diminuição
dos glóbulos brancos no sangue) e trabalha com benzeno ou seus derivados, não
necessitará mais da CAT, emitida pela empresa, para provar ao INSS que é
portador de uma doença do trabalho ou profissional. A partir deste nexo
trabalho e doença, o beneficio acidentário será concedido e caberá ao
empregador provar à Previdência Social que aquele trabalhador não adoeceu
no ambiente de trabalho. Esperamos que com esta conquista do movimento
sindical e dos trabalhadores, tenhamos reduzido o número de subnotificações
de doença do trabalho no Brasil. Outra
novidade é a criação do Fator Acidentário de Prevenção, pelo qual as
alíquotas do Seguro Acidente do Trabalho - SAT, poderão variar de 0,5 a 6%
da folha de pagamento da empresa, dependendo do volume de acidentes e doenças
acidentárias provocadas por empregador. Hoje as empresas recolhem entre 1 e
3% da folha de pagamento para o SAT. É
importante lembrar que ao se afastar do trabalho por uma doença comum, o
trabalhador não tem direto aos depósitos em sua conta de Fundo de Garantia
por Tempo de Serviço - FGTS durante o período da licença e, ao retornar
ao trabalho, poderá ser demitido imediatamente. Quando se trata de uma
licença por acidente ou doença do trabalho, no entanto, o empregador é
obrigado a depositar o FGTS, como se o trabalhador estivesse em atividade, e
se o empregado permanecer afastado por mais de 15 dias, ao retornar ao
trabalho terá 12 meses de garantia de emprego, a partir da data alta do
INSS. (Lei 8.213/91 - artigo 118). Quando lutou por estas medidas, o movimento sindical teve como principal objetivo penalizar o mau empregador, que adoece, mutila e mata em nome de um lucro fácil e rápido. Ao mesmo tempo, sempre demos total reconhecimento ao empenho daquelas empresas que buscam promover a saúde do trabalhador, através de ações efetivas de proteção coletiva, propiciando aos seus empregados ambientes salubres e com o menor risco de acidentes. Não vislumbramos mais “ganho financeiro” para os trabalhadores, acreditemos, sim, que punindo financeiramente as más práticas e incentivando as boas, estaremos contribuindo para retirar este país da triste condição de um dos campeões mundiais em acidentes do trabalho.
Você
sabe o que é o autismo? A palavra autismo
foi usada para dar nome a uma síndrome descrita pela primeira vez pelo médico
Leo Kanner, austríaco radicado nos Estados Unidos, em 1943. Ele estudou
onze crianças que, embora mostrassem grandes conhecimentos em certas áreas,
eram incapazes de conversar. Curiosamente, outro médico austríaco que
morava em Viena, Hans Asperger, no mesmo ano apresentou sua tese de
doutorado sobre crianças com os mesmos sintomas, e usou a mesma palavra
para descrever o problema. Uma síndrome é um
conjunto de sintomas que são observados numa pessoa. No caso do autismo,
seu diagnóstico é definido, de acordo com as normas médicas
norte-americanas (DSM-IV), da seguinte forma (simplificado): É preciso que a criança
apresente seis ou mais itens abaixo, com pelo menos dois do grupo 1, um do
grupo 2 e um do grupo 3:
Em outras palavras, certas
características identificadas numa criança podem levantar a suspeita de
autismo: 1) usa as pessoas como ferramentas; 2) resiste, fica nervoso com
mudanças de rotina; 3) não se mistura com outras crianças; apega-se
demais a objetos; 4) não mantém contato visual (não olha nos olhos); 5)
às vezes, age como se fosse surdo; 6) resiste ao aprendizado; 7) não
demonstra medo de perigos; 8) risos e movimentos não apropriados; 9) gosta
de girar objetos; 10) às vezes é agressivo e destrutivo; 11) tem modo e
comportamento indiferente e arredio. Existem muitas teorias para
a causa do autismo. É mais provável que haja várias causas possíveis.
Sabe-se que há uma tendência genética, mas é preciso, também, que um
fator externo "ligue" o autismo. Suspeita-se que certos alimentos
e contaminação por mercúrio estejam entre esses fatores. Mas ainda há um
longo caminho a se percorrer. Fonte: www.ama-ba.org.br Para mais informações
procure a Associação de Amigos, Responsáveis e Pais do Autista – Rua
Urbano Duarte, 13 – Tijuca – Rio de Janeiro – tel (21) - 2565-7242
Mulheres
foram as principais Análise
dos índices de criminalidade da Secretaria de Segurança Pública do Rio de
Janeiro indica que as mulheres continuam sendo as maiores vítimas de agressões.
Pelos números da secretaria, em 64,5% dos 37.992 casos de lesão corporal
registrados no estado, no primeiro semestre de 2006, as mulheres foram as
principais vítimas. As estatísticas de novembro mostram que o número de
homicídios cresceu 6,5% em relação ao mesmo período de 2005. Foram 527
assassinatos em 2006, contra 495 ocorridos no ano anterior. Os
agressores, em 40,2% das ocorrências dos seis primeiros meses do ano, eram
casados ou tinham relação com as vítimas. Apenas 12,7% eram parentes.
Pelos dados, as mulheres entre 25 e 34 anos foram as mais agredidas, com
31,4% do total de casos. A maior concentração desse tipo de crime foi
observada na capital, com 37,1%, contra 22,5% na Baixada Fluminense. Nos registros
de homicídio da secretaria não estão computados os assassinatos ocorridos
em latrocínios, em lesões corporais seguidas de morte e em confrontos com
a polícia. Violência
e medo em casa Segundo
pesquisa Fundação Perseu Abramo realizada em outubro de 2001, uma em cada
cinco brasileiras declarou espontaneamente que já sofreu algum tipo de violência
por parte de homens. Uma nova pesquisa, que está sendo realizada numa
parceria entre o Ministério Público e psicólogas da Universidade Católica
de Brasília, deve apresentar, em breve, novos dados. Ainda em fase de análise,
o estudo revela que em 80% dos casos de violência doméstica, o agressor é
o companheiro da vítima. As
psicólogas também identificaram que, na maioria dos casos, as mulheres
agredidas têm uma relação familiar duradoura e com filhos. Outro dado
importante é que grande parte das famílias que vivem o clima de violência
doméstica tende a reproduzir o que já foi vivido na infância. “O
agressor de hoje, geralmente, teve um pai que espancava a mãe e os filhos.
E a mulher que é agredida tinha uma mãe que se submetia à violência”. A cada estudo publicado fica mais clara a necessidade de combater a cultura da violência.
Não há futuro sem sonhos “A
gente que mora no morro não tem sonho”, disse, no dia 6 de março, a
faxineira e empregada doméstica Edna Ezequiel, 31, pouco antes de enterrar
o corpo da filha Alana, no cemitério de São Francisco Xavier, no Caju,
zona norte do Rio. Alana morreu baleada no morro dos Macacos, em Vila
Isabel, zona norte, após deixar a irmã Jenifer, de 2 anos e 7 meses, numa
creche. Essa
mãe, no auge da dor, deu a senha para que a sociedade perceba o que está
efetivamente na base da situação de desvalorização da vida humana que
vivemos hoje. Nossos jovens não têm sonhos, e sem eles não há porque
lutar, e sem luta nada pode ser conquistado. A
solução para a questão da desigualdade social no Brasil está longe de
ser alcançada. O sucateamento da escola pública de qualidade, a falta de
oportunidades para os jovens das classes mais desfavorecidas e a falta de
políticas públicas de inclusão efetiva, somam-se à lógica consumista do
capitalismo para engrossar o caldo da violência. Esses
jovens marginalizados não têm condição financeira, mas querem usar o tênis
e a calça de marca que vêem os artistas usando na televisão. Eles não
podem, mas querem ter acesso aos produtos de consumo que a lógica
capitalista lhes joga na cara a todo momento. É
claro que nada disso justifica a violência, mas mostra que algo vai muito
mal na nossa sociedade cada vez mais individualista. O
caminho para começar a mudar esse cenário é a educação. O saudoso
educador Paulo Freire admitia que “mudar a cara da educação não é fácil”
e reconhecia a existência de obstáculos de toda ordem retardando as ações
transformadoras. No Brasil, o principal entrave é a falta de prioridade dos
governos municipais, estaduais e federal. Exemplo aqui no Rio é a destruição
do projeto dos Centros Integrados de Educação Pública no estado do Rio
(Cieps), os brizolões. O
resgate da escola pública de qualidade é urgente e fundamental ao
desenvolvimento econômico do País, à extensão da cidadania para todos e,
consequentemente, à redução da violência. No tocante à sociedade como um todo, é hora de pararmos para analisar nossa reação diante dos fatos. O grito contra a violência e a impunidade e em defesa de uma política de segurança que proteja, ao invés de expor ao risco a vida humana, deve ser coletivo, de toda a sociedade. A hora é esta. |
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