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Clique no título para ler as matérias Delegacia Regional do Trabalho do Rio de Janeiro CUT:
Opção preferencial pelos mais pobres e humanização do mundo do
trabalho |
Delegacia Regional do Trabalho do Rio de Janeiro Em nome da ética e da competência, e pelo bem dos trabalhadores, queremos a nomeação da delegada Lívia Arueira como titular da DRT-RJ O escândalo da corrupção na Delegacia Regional do Trabalho do Rio de Janeiro, que culminou com a operação da Polícia Federal que pendeu 56 auditores fiscais e agentes administrativos, era uma antiga denúncia do movimento sindical responsável. Não tínhamos detalhes, mas sabíamos que a DRT-RJ era um antro de corrupção. Felizmente
nossas denúncias foram ouvidas e as investigações, embora demoradas,
culminaram na prisão dos criminosos. As
investigações, segundo o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, iniciaram-se em
maio de 2003, por intermédio da Corregedoria do Ministério. O ministro
ressaltou, porém, que as fraudes ocorriam há décadas na DRT do Rio de
Janeiro, e que neste governo o Ministério do Trabalho obedeceu à determinação
do presidente Lula para apurar com rigor todas as denúncias. “As investigações
são resultado de um processo de combate à corrupção que o governo Lula
determinou”, declarou Marinho. Agora
a nossa reivindicação é pela priorização da ética na DRT-RJ, pois não
podemos mais conviver com esquemas espúrios que prejudicam os trabalhadores.
E temos certeza de que a ética e a justiça, assim como a melhor solução técnica,
é a efetivação da auditora Lívia Arueira como titular do órgão. Lívia
Arueira substituiu no ano passado Henrique Pinho, indicado para o cargo
em 2003 pelo então deputado Roberto Jefferson, cassado após o início da
crise do mensalão. Desde então a auditora colaborou com a Polícia Federal e
o Ministério Público para o desmantelamento da quadrilha que, há anos,
vinha tungando o bolso dos trabalhadores. Compromisso com a
normalização do atendimento à classe trabalhadora Lívia
Arueira, em reunião com as centrais sindicais e os sindicatos do estado do
Rio de Janeiro, informou que, em função do afastamento dos fiscais, algumas
atividades podem ser prejudicadas. O setor de homologações, por exemplo, está
com déficit de pessoal e a delegada solicitou que os próprios sindicatos se
encarreguem desta tarefa para diminuir a sobrecarga da DRT. Lívia comunicou
que já solicitou ao Ministério do Trabalho, em Brasília, que envie
auditores para capacitarem sindicalistas para fazerem homologações.
Sindicalista é assassinado
Na
última segunda-feira, 10 de abril de 2006, por volta de 8h, dois tiros no
peito tiraram a vida de Anderson Luís, presidente do Sintrafrios (Sindicato
dos Trabalhadores nas Indústrias de Frios do Rio de Janeiro). Além
de sindicalista cutista, que lutava pela independência sindical, Anderson era
um combatente por justiça, contra o racismo e toda forma de opressão.
Filiado ao PT, membro da Corrente o Trabalho, Seção Brasileira da IV
Internacional. O
seu corpo ficou por mais de 6 horas abandonado na rua, tendo sido levado para
o IML depois das 14h30, numa demonstração de total descaso das autoridades públicas
numa situação tão trágica. Os
fatos precisam ser apurados de maneira precisa e os culpados, devidamente
punidos. No
dia 19 de abril foi lançado um comitê, formado por sindicalistas,
parlamentares e ativistas pela democracia e pela justiça, para acompanhar e
cobrar a apuração dos fatos. Este crime agride todo o movimento dos
trabalhadores. Exigimos
que toda a verdade sobre o bárbaro assassinato de Anderson apareça!
Política
de comunicação ineficiente faz do governo Lula refém da imprensa
marrom e da oposição de direita Aurélio
Antonio de Medeiros* Para
reflexão de parlamentares e militantes Companheiros
e companheiras, Nós,
militantes experientes, temos consciência do poder da comunicação, ainda
mais nesses tempos de satélites, internet, telefones celulares e câmeras
digitais. Aconteceu aqui, a notícia imediatamente atravessa qualquer
fronteira. Isso é bom, necessário e imprescindível para o avanço do
conhecimento, da informação e da própria democracia. É coisa de gente
grande, responsável e competente. O
problema, companheiros, é quando de um lado temos, por parte da oposição de
direita e
da imprensa conservadora, estratégias de comunicação competentes e nem
sempre éticas; e, de outro, o nosso nesse caso, o que existe é a reação
fraca a notícias plantadas, factóides e mentiras deslavadas. Isso,
infelizmente, é o que temos assistido nesses quase quatro anos do PT no
governo. Temos
que admitir, como militantes que lutam todos os dias, que o governo tem sido
incompetente na sua política de comunicação, e nós temos denunciado isso
desde 2003, meses após a posse. No governo Lula a comunicação em sua forma
de notícia, de esclarecimento, tem sido substituída por campanhas
marqueteiras, por informações de fachada e, no limite, quando não há mais
o que fazer, entra em cena a comunicação reativa, ou seja, a resposta, o
esclarecimento, a justificativa. Falta, portanto, uma grande dose de proposição
nas formas de comunicar. O governo
Lula (e
a esquerda toda, é bom que todos e todas prestem atenção nisso), tem
sido bombardeado por todos os lados, todos os dias, de maneira sistemática e
desigual por parte da mídia. Vemos um companheiro ou companheira falando de
uma questão por um minuto ou dois, enquanto que a oposição ocupa 30, 40
minutos e até uma hora para falar o que bem entende. Cadê
o nosso direito de defesa, que não está sendo exigido nem exercido?
Não estamos vendo uma comunicação que previna estes ataques ou, no mínimo,
responda à altura no momento certo, exigindo o mesmo tempo e/ou espaço que a oposição
de direita tem
para falar os absurdos que tem falado. Falta,
e repetimos isso há quatro anos, algum órgão que monitore esses ataques e
ocupe os espaços de debate na grande mídia, escrita e falada. Estamos
cansados de ouvir debatedores nas emissoras de rádio e televisão falarem o
que bem entendem, misturarem assuntos diferentes como se tudo no Brasil
hoje fosse
um barril de corrupção inventado pelo Partido dos Trabalhadores, sem
que nenhuma voz do nosso lado esteja presente para fazer o contraponto. A
mensagem que chega ao povo é que o bom, o honesto, é o neoliberalismo
de criaturas como Bornhausen, ACM Neto, Arthur Virgílio, José Serra,
FHC e outros. Esta
situação, além de desalentadora, está minando a fé do povo e da própria
militância. Estamos cansados de defender o governo e ver, dia-a-dia, a elite
e a imprensa de direita
deitando e rolando sem uma reação à altura. O
povo já fala aqui e ali que, se não há resposta por parte do governo, é
porque ele tem culpa no cartório. E isso por que? Porque a comunicação é
ruim, é incompetente e não ocupa os espaços que deveria ocupar. Cabe
portanto ao governo exigir,
dos nossos “papas” da comunicação oficial,
que tomem a iniciativa de informar a população e responder pronta e
imediatamente, na hora, sem demora, às afirmativas daqueles que se dedicam,
noite e dia, a lançar dúvidas quanto à viabilidade do governo PeTista
e dos projetos da esquerda em geral, abrindo espaço cada vez maior para os
neoliberais venderem suas mentiras para o povo. Não
podemos permitir que a direita avance e ocupe o poder por mais trinta anos,
como é o desejo da elite e da imprensa conservadora. Os fatos, por mais
doloroso que seja admitir, existem e devem ser tratados com mais competência
e menos marketing. Queremos uma reação firme e objetiva, que desmascare essa
manipulação da direita e mostre ao povo a verdade dos fatos. Saudações
Sindicais, *Aurélio Antonio de Medeiros é dirigente sindical e militante do Partido dos Trabalhadores
CUT:
Opção preferencial pelos mais pobres João
Felício A
luta pela sobrevivência dentro de um mercado cada vez mais estreito, muitas
vezes tomado por monopólios estrangeiros que por aqui se instalam com condenáveis
práticas anti-sindicais e anti-trabalhistas, tem feito com que muitas
empresas adotem a lei da selva como constituição, na tentativa de se
sobrepor à concorrência e aumentar seus lucros. Os perversos reflexos de
tais condutas nas condições de sobrevivência da classe trabalhadora como um
todo é visível, o que força nossa Central a radicalizar sua opção
preferencial pelos mais pobres. Longe
de ser uma declaração de intenções, este deve ser um compromisso político-ideológico
da militância cutista: priorizar ações ao lado das categorias mais vulneráveis
às pressões e chantagens do capital e de governantes autoritários, que vêem
o trabalhador como um mero apêndice, objeto descartável. A bem da verdade,
uma concepção muito semelhante à expressa pelos senhores de engenho em relação
aos escravos, “o instrumento que fala”. Se antes esses senhores viam na mão-de-obra
um objeto dotado da capacidade da linguagem, restrito obviamente ao monólogo,
a sempre dizer amém às suas verdades e vontades, reservando aos que se
negassem a tais infortúnios o pelourinho, a chibata, o enforcamento e o
esquartejamento, hoje negam o direito à Organização no Local de Trabalho e
tentam impedir a qualquer custo uma redistribuição mais justa da riqueza. O
duro é que passados tantos anos, mesmo no interior de São Paulo, o Estado
mais rico da nação, trabalhadores rurais estejam morrendo por estafa nas
plantações de cana-de-açúcar, o que obrigou o Ministério Público a
adotar sanções contra as empresas e ampliar a fiscalização para pôr fim a
esses abusos. Este é um dos muitos exemplos emblemáticos sobre a dura
realidade do mundo do trabalho e, mais do que servir de reflexão, deve ser um
guia para nossa ação coletiva. Mesmo
segmentos de espetacular lucratividade, como os bancos, mantêm sobre seus
funcionários formas e fórmulas de exploração pouco ou nada condizentes com
o peso que passaram a obter na economia nacional, ao navegarem no oceano dos
juros e do elevado superávit primário. Em todos os rincões do país, a
construção civil continua sendo a recordista em mortes por acidentes de
trabalho, e ainda não é reconhecido o seu caráter de periculosidade, o que
garantiria uma aposentadoria digna a seus operários. A indústria moveleira
continua mutilando, com números trágicos que se revigoram nos momentos de
pico da exportação. Mineiros, gráficos e urbanitários são muitas vezes
submetidos a condições insalubres e penalizados pela precarização e
terceirização. A indústria de alimentação, em particular a avícola, com
seu ritmo de trabalho intenso, espraia lesões por esforço repetitivo e doenças
ocupacionais. Metroviários, ferroviários, portuários e motoristas se
arriscam em indecentes condições de trabalho; carteiros e trabalhadores da
educação e da saúde viram presa de estafantes jornadas; o setor do vestuário
é atingido pelas importações e deslocamento de empresas. A agricultura
familiar enfrenta-se de forma heróica contra a opulência e as facilidades
granjeadas pelo agro-negócio. Metalúrgicos de pequenas indústrias e
trabalhadores químicos ficam destituídos das expressivas Participações nos
Lucros e/ou Resultados conquistadas nas empresas com maior nível de organização.
Trabalhadores no comércio buscam o direito ao descanso semanal remunerado ao
lado da família e dos amigos aos domingos, enquanto grandes redes tentam
impor jornadas absurdas e salários aviltantes. Servidores municipais e
estaduais ficam à mercê do bom humor de prefeitos e governadores, cujo
comportamento muitas vezes não destoa dos antigos senhores feudais. O
funcionalismo público federal levanta a voz em busca de uma mesa de negociação
que funcione adequadamente e sejam respeitados os acordos firmados.
Aposentados e pensionistas ampliam o coro em defesa de justiça e dignidade a
quem tanto suou pelo país... O
encontro que tivemos recentemente com a nova coordenadora da Organização
Internacional do Trabalho (OIT), Laís Abramo, onde estabelecemos parceria
para atender os assalariados rurais nas plantações de cana é um passo na
direção de uma CUT cada vez mais ligada com os mais humildes e necessitados. Temos consciência do poder de fogo de determinadas categorias como metalúrgicos, professores, bancários e petroleiros, tanto em termos de Sindicatos, Federações e Confederações, quanto no interior da nossa Central. São exemplos bem sucedidos de luta e conquista, de maior comunicação com a base e interlocução com empresários e governos, que devem passar a ser a regra e não mais a exceção. Estender ao conjunto das categorias, ramos e estados, os avanços obtidos, esta é a nossa luta, contribuição que será decisiva à construção de um Brasil soberano, justo e igualitário. *João Felício é presidente da CUT Nacional |
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