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obesidade e o Coleta
seletiva, o tratamento CAT agora é problema do patrão Mulheres
foram as principais Leia
também o jornal |
A obesidade e o mercado de trabalho A situação do trabalhador obeso, principalmente na indústria, é muito ruim atualmente e tende a piorar num futuro próximo. Segundo informa o Centro Integrado de Terapia Nutricional (CITEN), esses trabalhadores enfrentam muitos problemas durante sua vida profissional, em virtude da obesidade ser associada à imagem de doença. Diante disso, o obeso tem dificuldade de conseguir cargos que exijam exposição da imagem corporal, além de apresentarem dificuldade para acompanhar a agilidade dos magros em determinadas funções. Não bastasse isso, o estudo dá conta de que os empregadores consideram que a obesidade é responsável por um número faltas ao trabalho com licença médica, pois segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), aproximadamente 80% das doenças cardiovasculares e diabetes estão ligadas ao excesso de peso. No Brasil, dados da Pesquisa Nacional de Orçamento Familiar, realizada pelo Instituto Nacional de Geografia e Estatísica (IBGE), dão conta de que mais de 40% da população brasileira está acima do peso ideal. Esse percentual representa cerca de 39 milhões de pessoas, com 20 anos ou mais de idade, que estão trabalhando ou procurando emprego. Desse total, 10,5 milhões são consideradas obesas e, entre elas, prevalecem as mulheres. Algumas empresas já investem em programas de saúde ocupacional e qualidade de vida de seus empregados, buscando prevenir e combater as causas da obesidade, mas isso ainda está longe do ideal. A maioria dos empresários prefere demitir o empregado obeso e contratar um magro para o seu lugar. Confrontando todos os dados da pesquisa do IBGE e a realidade do nosso mercado de trabalho, podemos concluir que os trabalhadores obesos estarão, futuramente, entre a maioria dos desempregados e terão dificuldades de conseguir novo emprego a não ser que se tornem altamente especializados em sua profissão.
Coleta seletiva, o tratamento que seu lixo merece O nosso lixo diário pode contribuir para melhorar o meio ambiente e gerar renda ou piorar o que já está ruim. Se juntamos, em um mesmo lixo, materiais que podem ser reciclados, como papel, papelão, latas, recipientes de iogurte, massa de tomate, enlatados, garrafas pet e plástico, estamos mandando tudo isso para a natureza. O resultado são rios poluídos, a baía de Guanabara entulhada de lixo e o meio ambiente cada vez mais fragilizado. As enchentes são conseqüência do mau trato dado ao lixo. Mas, há saída. No Rio, a Comlurb já faz coleta seletiva em todos os bairros da Zona Sul, além de Tijuca, Praça da Bandeira, Grajaú, Vila Isabel, Andaraí, Maracanã, Santa Teresa, Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, Vargem Grande, Vargem Pequena, Curicica, Taquara, Tanque, Freguesia, Praça Seca e Vila Valqueire, Campo Grande, Bangu, Vila Kennedy, Parque Leopoldina, Padre Miguel e Jabour. O material coletado é levado para duas centrais de separação de recicláveis onde 120 trabalhadores, antes excluídos do mercado de trabalho, os classificam. A coleta seletiva porta-a-porta é realizada uma vez por semana, no mesmo horário e em dias alternados aos da coleta de regular. O material a ser ofertado deve ser lavado e acondicionado em sacos separados do lixo orgânico ou não reciclável. Informações: www.rio.rj.gov.br/comlurb Tel: (21) 2204.9999 e-mail: cliente.comlurb@pcrj.rj.gov.br
CAT
agora é problema do patrão Nova
legislação, assinada pelo presidente Lula em 12 de fevereiro de 2007,
desobriga o trabalhador de apresentar a Comunicação de Acidente do
Trabalho (CAT), para que doenças acidentárias ou profissionais sejam
reconhecidas pelo o INSS e concedido ao segurado o beneficio de Auxilio Doença
Acidente. Agora cabe à empresa o ônus de tentar provar tecnicamente à
Previdência que aquele trabalhador não adoeceu no ambiente de trabalho e,
caso essas provas sejam apresentadas para tentar descaracterizar o benefício
acidentário, o INSS será obrigado informar ao segurado sobre a contestação
do empregador, dando-lhe oportunidade para que possa impugnar as provas. Para
que o trabalhador receba o benefício do auxílio doença acidente, basta
que o médico prito da Previdência Social ateste que a doença tem relação
com a profissão do segurado ou com a atividade desenvolvida pela empresa,
conforme a relação de doenças constantes do Código Internacional de Doenças
- CID. Isto significa que um trabalhador que tem uma leucopenia (diminuição
dos glóbulos brancos no sangue) e trabalha com benzeno ou seus derivados, não
necessitará mais da CAT, emitida pela empresa, para provar ao INSS que é
portador de uma doença do trabalho ou profissional. A partir deste nexo
trabalho e doença, o beneficio acidentário será concedido e caberá ao
empregador provar à Previdência Social que aquele trabalhador não adoeceu
no ambiente de trabalho. Esperamos que com esta conquista do movimento
sindical e dos trabalhadores, tenhamos reduzido o número de subnotificações
de doença do trabalho no Brasil. Outra
novidade é a criação do Fator Acidentário de Prevenção, pelo qual as
alíquotas do Seguro Acidente do Trabalho - SAT, poderão variar de 0,5 a 6%
da folha de pagamento da empresa, dependendo do volume de acidentes e doenças
acidentárias provocadas por empregador. Hoje as empresas recolhem entre 1 e
3% da folha de pagamento para o SAT. É
importante lembrar que ao se afastar do trabalho por uma doença comum, o
trabalhador não tem direto aos depósitos em sua conta de Fundo de Garantia
por Tempo de Serviço - FGTS durante o período da licença e, ao retornar
ao trabalho, poderá ser demitido imediatamente. Quando se trata de uma
licença por acidente ou doença do trabalho, no entanto, o empregador é
obrigado a depositar o FGTS, como se o trabalhador estivesse em atividade, e
se o empregado permanecer afastado por mais de 15 dias, ao retornar ao
trabalho terá 12 meses de garantia de emprego, a partir da data alta do
INSS. (Lei 8.213/91 - artigo 118). Quando lutou por estas medidas, o movimento sindical teve como principal objetivo penalizar o mau empregador, que adoece, mutila e mata em nome de um lucro fácil e rápido. Ao mesmo tempo, sempre demos total reconhecimento ao empenho daquelas empresas que buscam promover a saúde do trabalhador, através de ações efetivas de proteção coletiva, propiciando aos seus empregados ambientes salubres e com o menor risco de acidentes. Não vislumbramos mais “ganho financeiro” para os trabalhadores, acreditemos, sim, que punindo financeiramente as más práticas e incentivando as boas, estaremos contribuindo para retirar este país da triste condição de um dos campeões mundiais em acidentes do trabalho.
Você
sabe o que é o autismo? A palavra autismo
foi usada para dar nome a uma síndrome descrita pela primeira vez pelo médico
Leo Kanner, austríaco radicado nos Estados Unidos, em 1943. Ele estudou
onze crianças que, embora mostrassem grandes conhecimentos em certas áreas,
eram incapazes de conversar. Curiosamente, outro médico austríaco que
morava em Viena, Hans Asperger, no mesmo ano apresentou sua tese de
doutorado sobre crianças com os mesmos sintomas, e usou a mesma palavra
para descrever o problema. Uma síndrome é um
conjunto de sintomas que são observados numa pessoa. No caso do autismo,
seu diagnóstico é definido, de acordo com as normas médicas
norte-americanas (DSM-IV), da seguinte forma (simplificado): É preciso que a criança
apresente seis ou mais itens abaixo, com pelo menos dois do grupo 1, um do
grupo 2 e um do grupo 3:
Em outras palavras, certas
características identificadas numa criança podem levantar a suspeita de
autismo: 1) usa as pessoas como ferramentas; 2) resiste, fica nervoso com
mudanças de rotina; 3) não se mistura com outras crianças; apega-se
demais a objetos; 4) não mantém contato visual (não olha nos olhos); 5)
às vezes, age como se fosse surdo; 6) resiste ao aprendizado; 7) não
demonstra medo de perigos; 8) risos e movimentos não apropriados; 9) gosta
de girar objetos; 10) às vezes é agressivo e destrutivo; 11) tem modo e
comportamento indiferente e arredio. Existem muitas teorias para
a causa do autismo. É mais provável que haja várias causas possíveis.
Sabe-se que há uma tendência genética, mas é preciso, também, que um
fator externo "ligue" o autismo. Suspeita-se que certos alimentos
e contaminação por mercúrio estejam entre esses fatores. Mas ainda há um
longo caminho a se percorrer. Fonte: www.ama-ba.org.br Para mais informações
procure a Associação de Amigos, Responsáveis e Pais do Autista – Rua
Urbano Duarte, 13 – Tijuca – Rio de Janeiro – tel (21) - 2565-7242
Mulheres
foram as principais Análise
dos índices de criminalidade da Secretaria de Segurança Pública do Rio de
Janeiro indica que as mulheres continuam sendo as maiores vítimas de agressões.
Pelos números da secretaria, em 64,5% dos 37.992 casos de lesão corporal
registrados no estado, no primeiro semestre de 2006, as mulheres foram as
principais vítimas. As estatísticas de novembro mostram que o número de
homicídios cresceu 6,5% em relação ao mesmo período de 2005. Foram 527
assassinatos em 2006, contra 495 ocorridos no ano anterior. Os
agressores, em 40,2% das ocorrências dos seis primeiros meses do ano, eram
casados ou tinham relação com as vítimas. Apenas 12,7% eram parentes.
Pelos dados, as mulheres entre 25 e 34 anos foram as mais agredidas, com
31,4% do total de casos. A maior concentração desse tipo de crime foi
observada na capital, com 37,1%, contra 22,5% na Baixada Fluminense. Nos registros
de homicídio da secretaria não estão computados os assassinatos ocorridos
em latrocínios, em lesões corporais seguidas de morte e em confrontos com
a polícia. Violência
e medo em casa Segundo
pesquisa Fundação Perseu Abramo realizada em outubro de 2001, uma em cada
cinco brasileiras declarou espontaneamente que já sofreu algum tipo de violência
por parte de homens. Uma nova pesquisa, que está sendo realizada numa
parceria entre o Ministério Público e psicólogas da Universidade Católica
de Brasília, deve apresentar, em breve, novos dados. Ainda em fase de análise,
o estudo revela que em 80% dos casos de violência doméstica, o agressor é
o companheiro da vítima. As
psicólogas também identificaram que, na maioria dos casos, as mulheres
agredidas têm uma relação familiar duradoura e com filhos. Outro dado
importante é que grande parte das famílias que vivem o clima de violência
doméstica tende a reproduzir o que já foi vivido na infância. “O
agressor de hoje, geralmente, teve um pai que espancava a mãe e os filhos.
E a mulher que é agredida tinha uma mãe que se submetia à violência”. A cada estudo publicado fica mais clara a necessidade de combater a cultura da violência.
Não há futuro sem sonhos “A
gente que mora no morro não tem sonho”, disse, no dia 6 de março, a
faxineira e empregada doméstica Edna Ezequiel, 31, pouco antes de enterrar
o corpo da filha Alana, no cemitério de São Francisco Xavier, no Caju,
zona norte do Rio. Alana morreu baleada no morro dos Macacos, em Vila
Isabel, zona norte, após deixar a irmã Jenifer, de 2 anos e 7 meses, numa
creche. Essa
mãe, no auge da dor, deu a senha para que a sociedade perceba o que está
efetivamente na base da situação de desvalorização da vida humana que
vivemos hoje. Nossos jovens não têm sonhos, e sem eles não há porque
lutar, e sem luta nada pode ser conquistado. A
solução para a questão da desigualdade social no Brasil está longe de
ser alcançada. O sucateamento da escola pública de qualidade, a falta de
oportunidades para os jovens das classes mais desfavorecidas e a falta de
políticas públicas de inclusão efetiva, somam-se à lógica consumista do
capitalismo para engrossar o caldo da violência. Esses
jovens marginalizados não têm condição financeira, mas querem usar o tênis
e a calça de marca que vêem os artistas usando na televisão. Eles não
podem, mas querem ter acesso aos produtos de consumo que a lógica
capitalista lhes joga na cara a todo momento. É
claro que nada disso justifica a violência, mas mostra que algo vai muito
mal na nossa sociedade cada vez mais individualista. O
caminho para começar a mudar esse cenário é a educação. O saudoso
educador Paulo Freire admitia que “mudar a cara da educação não é fácil”
e reconhecia a existência de obstáculos de toda ordem retardando as ações
transformadoras. No Brasil, o principal entrave é a falta de prioridade dos
governos municipais, estaduais e federal. Exemplo aqui no Rio é a destruição
do projeto dos Centros Integrados de Educação Pública no estado do Rio
(Cieps), os brizolões. O
resgate da escola pública de qualidade é urgente e fundamental ao
desenvolvimento econômico do País, à extensão da cidadania para todos e,
consequentemente, à redução da violência. No tocante à sociedade como um todo, é hora de pararmos para analisar nossa reação diante dos fatos. O grito contra a violência e a impunidade e em defesa de uma política de segurança que proteja, ao invés de expor ao risco a vida humana, deve ser coletivo, de toda a sociedade. A hora é esta. |
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